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Carnaval 2017

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“A celebração da vida”

Depois do “Rei Leão” que levou a vermelho e branco de ovar à consagração de campeão do campeonato nacional, e do “O olho que tudo vê”, um tema baseado nos misticismos do antigo Egipto que marcou a história da nossa escola de samba com o alcance do primeiro Bi Campeonato, a E.S. Costa de Prata vai para a avenida com o enredo “A Celebração da Vida”, que nos irá conduzir a uma das mais belas e antigas tradições mexicanas.

Desde a antiguidade que as celebrações desta festa têm uma forte conotação cultural e espiritual e, o que a Costa de Prata pretende é transformar a avenida na festa da celebração da vida, honrando os espíritos dos entes queridos que retornarão à Vida, a esta avenida, para participar nesta celebração. As crenças fazem-nos sonhar, acreditar e desejar algo que faz parte de um universo de fantasia que pode ser vivido como realidade. O homem é um ser inquieto. Inventa e reinventa-se em busca do que não está ao alcance das suas mãos, alimentando e aquecendo o seu coração, fazendo-o avançar, descobrir, ir em frente, continuar, ser um ser melhor.

Afinal a viagem nunca acaba, o fim de uma é apenas o início de outra.

 

Sinopse

A transição da vida para a morte é um momento emblemático que causou, e ainda causa nos dias de hoje, admiração, medo e incerteza aos seres humanos ao longo da história. Por muitos anos, em várias culturas foram-se criando crenças sobre a morte que levaram ao desenvolvimento de toda uma série de rituais e tradições tanto de culto, veneração e homenagem como do usufruto indevido da própria morte.

O México é um país rico em cultura e tradições. Um dos principais aspetos que compõem a sua identidade como uma nação é o conceito que se tem sobre a vida, a morte e todas as tradições e crenças que giram em torno deles.

No México, o dia dos mortos é uma celebração de origem indígena. Começa no dia 31 de outubro e coincide com as tradições católicas do dia dos Fiéis Defuntos e o Dia de Todos os Santos. Foi declarada em 2003 pela Unesco como Património Imaterial da Humanidade.

As origens da celebração no México são anteriores à chegada dos espanhóis. Há relatos que os astecas, maias, purepeches e totonecas praticavam este culto. Os rituais que celebravam a vida dos ancestrais realizavam-se nestas civilizações pelo menos à três mil anos. Entre os povos pré-hispânicos era comum a prática de conservar os crânios como troféus, e mostrá-los durante os rituais que celebravam a morte e o renascimento.

O festival que se tornou o dia dos mortos, era comemorado no nono mês do calendário asteca, por volta do início de agosto, e era celebrado por um mês completo. As festividades eram presididas pela deusa Mictecacíhuatl, conhecida como a “Dama de la Muerte” (atualmente relacionada à La Catrina, personagem de José Guadalupe Posada), e esposa de Mictlantecuhtli, senhor do reino dos mortos. As festividades eram dedicadas às crianças e aos parentes falecidos. É uma das festas mexicanas mais animadas, pois, segundo dizem, os mortos vêm visitar seus parentes. Ela é festejada com comida, bolos, festa, música e doces preferidos dos defuntos, sendo os preferidos das crianças as caveirinhas de açúcar. Segundo a crença popular, nos dias 1 e 2, chamados de “Dias dos Muertos”, estas têm permissão divina para visitar os seus parentes e amigos.

Assim as pessoas enfeitam as suas casas com flores, velas e incensos, e preparam as comidas preferidas dos que já partiram. As pessoas fazem máscaras de caveira, vestem roupas com esqueletos pintados e/ou se fantasiam de morte.

De qualquer forma, é de salientar que esta festa não é típica em todos os pueblos mexicanos, porque, apesar de ser uma festa que se tornou um símbolo nacional, há muitas famílias que estão mais ligadas às crenças católicas celebrando o “Dia de Todos os Santos”, como se praticam nos países católicos.

 

Letra

COMPOSITORES: MIGUEL BRUNO E RODRIGO VENTURA 

VEM CELEBRAR NA ALDEIA
QUE INCENDEIA DE EMOÇÃO
COSTA DE PRATA SERÁ A VIDA INTEIRA
A MORADA DO MEU CORAÇÃO  

VOLTEI AGORA ESTOU NO “COMANDO” DO SAMBA
NA INSPIRAÇÃO DE UM POVO QUE CLAMA
EM LOUVOR SEUS ANCESTRAIS
EM RITUAIS OS MAIAS LAPIDARAM
CELEBRAÇÕES NO TEMPO PERDURARAM
TRADIÇÕES QUE A MAGIA CONSERVOU
DENTRO DA FLORESTA, EM CLIMA DE FESTA
INCENSO ADORNA O AMANHECER
A BELA FLOR O ALTAR DECOROU
PERFUMADO COM O AROMA DE VOCÊ

SE UM DIA VOAR POR AÍ AFORA
NÃO VOU EMBORA, EU VOU VOLTAR
ME ADOÇAR E AQUECER NO SEU CALOR
OOO ESTOU MORRENDO DE AMOR

NA SOMBRA O MEDO DESPONTA
A LUZ APONTA O CAMINHO A SEGUIR
MONTES DE OSSOS SE VESTEM DE GALA
O OLHAR DISPARA COM A BELEZA DO SERRIM
EU VOU…APROVEITAR CADA MINUTO E SEGUNDO E CANTAR
AQUI A VIAGEM NUNCA ACABARÁ.
MEXICANO BATUQUEIRO SEU ESPÍRITO REAPARECEU
A NOITE É NOSSA
ATRÁS DA COSTA ATÉ VAI QUEM JÁ MORREU

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